quarta-feira, 15 de março de 2017


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“Blogs e as praticas de escrita sobre si na internet”


O artigo “Blogs e as praticas de escrita sobre si na internet” publicado pela professora Fabiana Komeseu aponta a importância das tecnologias digitais  junto  á área de Lingüística.
A autora fala inicialmente do desenvolvimento e o papel das novas  tecnologias nos últimos anos. Seguindo ela contextualiza brevemente o conceito sobre blogs, faz um relato a cerca do surgimento dessa ferramenta tecnológica com a utilização do software Blogger de uma empresa norte americana e seu amadurecimento ao longo dos anos, Fabiana fala de alguns dados e pesquisa do tema em questão até o ano de 2002, e da facilidade desse software  que permite o usuário um fácil manuseio e que não precisa ser especialista em informática para fazer uso da mesma, ressaltando a popularidade principalmente pela gratuidade da ferramenta. O artigo destaca ainda o tempo, espaço e interatividade na constituição dos blogs onde o usuário tem uma aproximação  peculiar e envolvente nesse  contexto digital. A interatividade é para autora uma das principais características dos suportes eletrônicos existentes, além da conexão entre o usuário e a maquina, existe a facilidade do contato com outro usuário com otimização de tempo e espaço.
Ao analisar o texto é preciso ressaltar que a autora faz referencias a  textos de autores consagrados no assunto como Bakhtin (1997), Debray (1993), Lejeune (2000) e Marcuschi (2001) o que da mais relevância nas fundamentações e  abordagens nas palavras da autora, o tema em questão bem importante na atualidade e tem forte expressão no mundo globalizado. A professora apresenta esse novo  gênero, “o digital”, fala da evolução dessas novas tecnologias  e a proporção com que a qual tomou conta do usuário,  deixando o escrevente mais aberto na escrita sobre si com produções diárias, abrindo novos leques de comunicação e interação. Por fim a autora é bem enfática nas sua definições, abordando o tema de forma clara e objetiva só esqueceu de citar as conseqüências negativas do uso dessas ferramentas.  No mais o texto não deixa nada a deseja sobre a criação e utilização dos blogs abrangendo as riquezas linguísticas e uso dos recursos visuais, sonoros e áudio-visuais disponíveis nesses softwares.
                                                                                  
                                    
                                                                                                 Por Clara Luiza Anunciação Souza- Licenciatura Interdisciplinar em Linguagens - UFSB


Referencia: KOMESU, Fabiana Cristina. Blogs e as práticas de escrita sobre si na internet. In: MARCUSCHI, Luís Antônio; XAVIER, Antônio Carlos. (orgs). Hipertexto e gêneros digitais: novas formas de construção do sentido. 3ª Ed. São Paulo: Cortez,2010.

segunda-feira, 13 de março de 2017

                        

                             A ESCOLA E A CIBERCULTURA
                             







Diante de uma sociedade e cultura digital a qual estamos vivenciando, além do constante e acelerado processo tecnológico, vejo que a escola ainda caminha há passos lentos no que se refere ao mundo tecnológico. Enquanto o último se apresenta cada vez mais aberto, inovador e atraente, a escola e seus profissionais encontram-se fechados e resistentes às inovações tecnológicas e sua inserção nos currículos e planejamentos, que pode contribuir para a prática docente e o processo de ensino-aprendizagem. Infelizmente, a escola ainda tem a concepção de que é o único espaço de aprendizagem e de transmissão de conhecimentos, no entanto, a realidade é que seus alunos dispõem de diversos meios de comunicação e formas de se obter conhecimentos, de maneira rápido, fácil e mais atraente. Partindo desse princípio, aliada as novas mídias e recursos tecnológicos, o processo educacional propiciará interesse e motivação para uma aprendizagem significativa. Todavia, é fundamental que a escola repense suas concepções e práticas de maneira a ter um novo olhar para as tecnologias, pensando-as como aparato pedagógico que contribuirá para o processo de ensino-aprendizagem.
Contudo, cabe-nos questionar se a escola está preparada para lidar e trabalhar com estes dois campos de maneira entrelaçada e complementares, uma vez que os avanços tecnológicos permitiram a criação de novos espaços, meios, técnicas e formas diferenciadas de se aprender. Por tudo isso, é imprescindível que a escola se adeque ao mundo digital, a fim de torna-se um ciberespaço de aprendizagens múltiplas.













Entrevista com Pierre Levy - Roda Viva



Uma entrevista do anos de 2001 que se torna atual,  pode ser considerada uma forma de premeditação do cenário tecnológico que hoje temos. É perceptível diante da entrevista analisar que existe uma distância entre o avanço tecnológico e algumas realidades brasileiras, que por vez também não tem acesso nem mesmo a alfabetização. A  internet torna-se uma ferramenta fundamental para democratização do conhecimento.
            O teórico ressalta que as desigualdades existem, caminham na sua maioria juntas numa rede econômica, social e também de conhecimento. As mudanças são lentas , mas os progressos vão de alguma forma acontecer. Uma boa alfabetização é grande chave para um bom desenvolvimento no espaço tecnológico, pois quem não sabe ler e escrever no papel, não sera capaz de fazê-lo na tela do computador. E considera que o problema da alfabetização é muito mais desafiador do que a alfabetização nas tecnologias, pois a tecnologia ja faz parte do meio no qual a criança  estar inserida, sendo está capaz de ensinar um adulto com muito mais facilidade.

            O acesso a informações que antes era possível para  um pequena parte da sociedade, por meio da internet , terá um alcanço bem maior em número de pessoas, dando espaço mais amplo a democracia. Proporcionando ao indivíduo uma autonomia e independência, expandindo assim seus conhecimentos. As habilidades que podem ser compartilhadas na  coletividade, as discussões na internet e as trocas de idéias colaboram para criação das comunidades virtuais.
                                                                      Lorena Gabrielle- Discente da Licenciatura Interdisciplinar em Linguagens , códigos e suas tecnologias- UFSB



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Disponível em:


https://www.youtube.com/watch?v=DzfKr2nUj8k


CIBERCULTURA


O livro Cibercultura foi publicado em 1997. Passadas duas décadas, a obra ainda se mostra atual, por trazer reflexões oportunas para se repensar os caminhos da humanidade e, em especial, da aprendizagem, com o advento das tecnologias digitais. Sua atualidade incide no fato de que muitos dos desafios elencados pelo pesquisador ainda se impõem às instituições de ensino, responsáveis pela aprendizagem formal, bem como às demais organizações, como ONGs e empresas, que lidam com a aprendizagem ao longo da vida: elemento crucial à formação contemporânea. Aprendizagem em Ambientes Virtuais. De um lado, a obra consubstancia-se como registro histórico da gênese do processo de consolidação do ciberespaço. De outro, permanece atual, na medida em que, como já dito, muitas das proposições nele contidas ainda se apresentam como desafios a serem enfrentados, pelos contemporâneos processos de aprendizagem. A obra se divide em três partes: Definições, Proposições e Problemas. Em Definições, Lévy reflete acerca do impacto das tecnologias sobre a construção da inteligência coletiva: termo percebido em meio às suas contradições e, por isso mesmo, denominado pelo autor como “veneno e remédio da cibercultura”. Em sua narrativa analítica, o autor sinaliza que a sociedade encontra-se condicionada, mas não determinada pela técnica. Tal afirmação permite a percepção da relação biunívoca entre sociedade e tecnologia, mediante a qual a primeira se constitui historicamente pela segunda, embora não seja por ela determinada. O autor prossegue, versando sobre a infra-estrutura técnica do virtual, com especial destaque à emergência do ciberespaço. A incursão sobre a virtualização do saber toma corpo nas considerações sobre o conceito de virtual, em três distintas acepções: a corrente, a técnica e a filosófica.

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                                                                      Por Francisco de Assis Ribeiro. Discente  Bacharelado Interdisciplinar em Artes- UFSB







Referência: LÉVY, Pierre (1999) Cibercultura. São Paulo: Editora 34, 1999.